28 abril 2008

De Virada é mais gostoso!

Pois é, gente! Esse ano não teve pra ninguém: foi destruidor e sensacional a 4º Edição da Virada Cultural, evento europeu que acontece aqui em São Paulo. Só para se ter uma noção do megaevento, aconteceram shows em 26 palcos espalhados pela cidade, mais mostra de filmes, peças de teatro, exposições, espetáculos, enfim, teve até o balé da Ana Botafogo no Vale do Anhangabaú!
O evento começou às 18h00 horas com o show de cantora Cesária Évora. Para mim, a virada começou às 23h30, no palco Rock com a apresentação da veterana Harpia, que destruiu tudo no palco! Imagine uma versão anos 80 em português do Iron Maiden: sim, é o Harpia! Fora toda a energia e experiência do quarteto, o ponto alto foi quando a formação originhal foi ao palco, onde o vocalista logo da entrada mandou um "EStamos velhos, não estamos mortos!" e mandou bem nos agudos do clássico "A ferro e Fogo" e outras mais inesquecíveis.
Galera do palco Rock
Mas a galera tava ávida pelo show do primeiro vocalista do Iron Maiden, Paul DiAnno, que apresentaria na integra o albúm Killers, de 1981, o último do grupo com DiAnno nos vocais. Tava lotado, é verdade, mas foi realmente emocionante escutar Wrathchild, Killers, Iron Maiden, Running Free, e todos os outros sons do disco. A banda era composta por brasileiros, competentes por sinal! Rolou até Ramones! Pena foi ver que DiAnno estava mal fisicamente, agitou muito, faltou os agudos de outrora, é verdade, mas mandou bem nos vocais, o ruim foi ver o cara mancando, mas o show dele foi um dos mais lotados!
Paul DiAnno, primeiro vocal do Iron Maiden
Lá pelas 3 da matina fomos conferir o Mutantes, com Beatriz Mendes nos vocais, em substituição à Zélia Duncan. Musicalmente, foram perfeitos, mandaram logo no início Technicolor, porém vi que na primeira parte do show a banda fez um show meio que intimista, onde mostrou um novo som em mais de 30 anos, chamado "Mutantes depois" que está aqui na net para abaixar. Músicas como "A hora e a vez do cabelo crescer", "2001", "Top Top" e "Ando meio Desligado" levantaram a galera para o ápice com a "Balada do Louco" cantada em uníssono por todos ali! Ah, como foi demais! "A minha menina" e "Bat macumba" coroaram a noite! E no bis rolou uma versão estendidona da "Panis et Circenses". Sérgio Dias e Cia quebraram tudo!
Sérgio Dias, Mutantes
No dia seguinte, à tardezinha, começamos a assistir ao show do Lobão, que, não sei até agora o porque, não me chamou a atenção, acho porque estávamos num lugar péssimo e o calor insuportável. E, numa volta e outra por ali, fomos ao palco chamado Canja, onde estava rolando uma jam e cuja música era do Deep Purple, não me lembro o nome, mas que matou a pau. quando chegamos no palco, estava Andreas Kisser, guitar do Sepultura, numa jam matadora com direito a cítara e tudo! Rolou Cream, Led Zeppelin e até Sabbath, com Paranoid! Ah, que demais! E na sequência rolou a jam com o Made in Brasil e Tutti Frutti, a banda de apoio da Rita Lee! Demais!
E pra fechar a noite, uma questão matadora: o que assistir, Jorge Ben ou Ultraje a Rigor? São dois grandes artistas, com públicos distintos, porém com a infelicidade de rolar no mesmo horário. E optamos pelo Ultraje que, apesar de entrar um pouco atrasado, mandou ver em clássicos como Inútil, Nós Vamos INvadir sua Praia, Dinheiro, Eu gosto é de mulher, Independente Futebol Clube e muitos outros clássicos, com direito a até uma jam do Lobão na bateria, que foi realmente matador! Rolou até cover dos Ramones - Sheena is a Punk Rocker e Blietzkrieg Bop (Hey Ho Lets Go!) - que animou a todos! E pra fechar a noite, Paranoid, do Black Sabbath e um rock and roll das antigas do Little Richard!
Roger, do Ultraje a Rigor
O que eu tiro da Virada Cultural? Fiquei imensamente feliz em assistir a assistir shows perfeitos, mas frustado por não conseguir em ir a tantos outros que eu gostaria como Edgard Scandurra, Korzus, Bando do Velho Jack, pq nesse horário tava dormindo, pq ninguém é de ferro, né? E pena é também que eu não cheguei nem perto das tendas de música eletrônica, e que coincidiram com o horário de show dos artistas que eu citei anteriormente.
Mas tá legal: nem que se tenha toda a vontade e disposição do mundo é humanamente impossível curtir tudo o que a Virada proporcionou, dada a enorme quantidade e variedade de atrações. Que venha a Virada Cultural do ano que vem, que com toda a certeza eu irei!
Abraços e ótima semana a todos!

Um comentário:

Frank disse...

Quando a companhia é boa o evento fica ainda mais legal.

Bora pro próximo?

Belo post!

Abração!